Rio de ontem, Rio de hoje

Rio de ontem, Rio de hoje

Rio de ontem, Rio de hoje

Rio de ontem, Rio de hoje

Rio de ontem, Rio de hoje

Rio de ontem, Rio de hoje

Rio de ontem, Rio de hoje

Rio de ontem, Rio de hoje

Rio de ontem, Rio de hoje

Rio de ontem, Rio de hoje

A exposição Rio de ontem, Rio de hoje nos coloca diante de um Rio de Janeiro em variadas épocas através das fotografias do acervo institucional da Light. O Acervo Light mantém preservada uma rica coleção de fotografias, que remontam a um tempo em que o aparelho fotográfico ainda não era um item tão popular, diferente de hoje que em cada bolso existe um click esperando para ser dado. Encontraremos desde fotos de Augusto Malta, datadas do início do século XX, retratando a capital de uma jovem república do hemisfério sul, até fotos dos anos 1950, 1960 e 1970, de fotógrafos que inicialmente haviam sido contratados para realizar o registro de instalações técnicas e a cobertura das entregas da companhia. Ao mesmo tempo em que realizavam seu trabalho, capturavam o cotidiano da cidade, preservando um fragmento do passado de seu povo.

Além das imagens do acervo, a exposição traz ao público um esforço para manter a tradição de registro da cidade. Através da releitura das imagens do acervo fotográfico da Light, o fotógrafo Luan Citele nos revela um Rio de Janeiro atípico, que passa por um momento singular em sua história, assolado por uma pandemia global que nos trouxe tristeza e melancolia. Por meio de suas fotos monocromáticas, temos a sensação de que um passado de alegria e festividade ainda reside nas ruas pouco movimentadas e que ele aguarda pacientemente para se revelar, no momento certo, mostrando outra vez o sorriso escondido pelas máscaras.

O Centro Cultural Light acredita que não basta apenas preservar a memória da cidade através da salvaguarda de seus documentos, mas sim trazê-la à disposição de todos, em um esforço de incutir reflexões sobre a ação do tempo em nossos meios de vivências e em nossa sociedade, suas mudanças e permanências, adotando para si um compromisso com a História. Nas fotos, percebemos que o passado é presente e tonaliza as ações dos dias atuais. No preto e branco vemos o Rio de ontem presente no Rio de hoje, em cada tom de cinza, um tijolo em sua construção, em cada preto uma contribuição em seu legado - resistente e durador. Nos permitindo olhar o passado, podemos olhar para o futuro com um horizonte de expectativas melhor, para assim construir o Rio de amanhã.

Centro Cultural Light

Central do Brasil

É no limite do Centro com o bairro da Gamboa, junto da Avenida Presidente Vargas e bem próximo à Praça da República, que o grande relógio da Central do Brasil - outrora considerado a estrutura de concreto armado mais alta do mundo - se faz visível.
Foi no século XIX que o governo do Império aprovou a construção da estação inicial da Estrada de Ferro Dom Pedro II, sistema que se estendia da Central do Brasil até os estados de Minas Gerais e São Paulo. Hoje, a Central do Brasil liga o Centro da cidade aos demais bairros das zonas norte e oeste e também aos municípios da Baixada Fluminense, além de incorporar o sistema do VLT - que muito se assemelha aos bondes, ainda que com maior sofisticação tecnológica.

Fonte: pt.m.wikipedia.org/wiki/Central_do_Brasil
www.riodejaneiroaqui.com/pt/central-do-brasil.html
diariodorio.com/historia-da-central-do-brasil/

Praça da República

Localizada no Campo de Santana, no centro da cidade do Rio de Janeiro, a Praça da República chamou-se, por muito tempo, Praça da Aclamação, pois, neste lugar, Dom Pedro I foi aclamado Imperador do Brasil. Com a chegada da República e a necessidade de consagração e fortalecimento do novo regime político, diversos espaços da cidade tiveram seus nomes modificados como forma de, por um lado, relegar ao esquecimento figuras que destoavam dos novos ideais e, por outro, de exaltar e propagar os novos valores da nação.

Fonte: Multirio
diariodorio

Avenida Presidente Vargas

A Avenida Presidente Vargas é uma das maiores e mais importantes do Rio de Janeiro. São 80 metros de largura e quase 4 quilômetros de extensão que ligam a Candelária à Praça da Bandeira.
Projetada em 1930, durante o Estado Novo, e concluída em 1944, é também um marco de um dos maiores processos de demolição estrutural. Importantes estruturas foram perdidas como a Praça Onze, o Largo de São Domingos e a Igreja de São Pedro dos Clérigos, além de moradias ocupadas principalmente por artesãos, mecânicos e pessoas de extratos sociais mais humildes.

Avenida Rio Branco

No contexto político de modernização de uma cidade que, ainda no início do século XX, manifestava ares coloniais, surge a Avenida Central, atualmente conhecida como Avenida Rio Branco. O ano de sua inauguração foi 1904, marcado, também, pela Revolta da Vacina: manifestação popular pelo fim, sobretudo, da vacinação obrigatória. Na época, o Rio de Janeiro, então capital do Brasil, se via assolado por epidemias de doenças como a peste bubônica, varíola e febre amarela.

Fonte: Diario do Rio
Histórias do Mundo

Praça Marechal Floriano

A estrutura principal da Praça Marechal Floriano data de 1750. Foi, no entanto, no início do século XX que ela passou a receber atenção do poder público. Em 1910, foi construído, no centro da Praça, um monumento que homenageia Marechal Floriano Peixoto, presidente do Brasil entre 1891 e 1894. No final dos anos 1970, a construção da estação de metrô deu à Praça uma aparência mais próxima à dos dias atuais. A praça abriga importantes construções tais como a Câmara Municipal, o Theatro Municipal, o Museu Nacional de Belas Artes e o antigo Supremo Tribunal Federal.

Câmara dos Vereadores

O Palácio Pedro Ernesto, que atualmente abriga a Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro, foi inaugurado em 1923 e compõe um importante conjunto arquitetônico da cidade. Na época de sua construção, de 1919 até 1923, o prédio foi alvo de polêmicas: o custo total da obra superou os valores do Theatro Municipal em mais que o dobro. Isso rendeu ao palácio o apelido de “Gaiola de Ouro”. Antes de se acomodar definitivamente ali, a Câmara dos Vereadores da cidade do Rio chegou a ocupar 14 imóveis diferentes.

Fonte: Diario do Rio

Passeio

O Passeio Público, localizado na Lapa, foi o primeiro parque público construído nas Américas. Carrega em sua memória o nome do Mestre Valentim Da Fonseca e Silva - considerado o melhor escultor da época - que realizou todo o projeto. A obra também serviu ao propósito de saneamento da área, inspirada nas modernas construções européias do período. Tendo sofrido diversas modificações ao longo da história, sua última alteração foi em 2007.

Fonte: Passeio público

Santa Teresa

Tradicional bairro do Rio de Janeiro, Santa Teresa revela, em cada canto, sua graciosidade. O Largo do Curvelo, assim batizado em homenagem ao Barão do Curvelo, era, até pouco tempo, cenário para encontros musicais e artesanais. Ali, os moradores também se encontravam para conversar e jogar xadrez, ou, em época de carnaval, seguir o renomado Bloco das Carmelitas junto a turistas e moradores de outras regiões da cidade. O local nos conduz à Lapa e à Chácara do Céu e o bondinho segue, na medida do possível, viabilizando esses múltiplos movimentos.

Fonte: Distinos do Rio
Facebook

Vila Isabel

Nas imagens, um pequeno recorte de Vila Isabel. Oficialmente fundado em 03 de janeiro de 1872, o bairro carioca, influenciado pela estética imperial, foi inspirado em Paris. No século XX, fortaleceu-se como pólo cultural, sendo reconhecido como um dos berços do samba. Suas ruas e boemia inspiraram - e inspiram até hoje - famosos músicos, sendo homenageada em muitas letras famosas tais como “Feitiço da Vila” de Noel Rosa.

Urca

O Rio de ontem e o Rio de hoje, nos arredores da Urca, se mostram muito distintos, exceto por um detalhe: o Morro da Urca. Com seus 220 metros de altura, hoje ele é um importante ponto turístico da cidade, contando com uma trilha de 1,5 km de extensão. Do alto de seu cume, é possível apreciar uma vista panorâmica da Baía de Guanabara, praias da Zona Sul, Centro, Ilha do Governador e parte de Niterói. E, se no passado o bondinho ainda não existia, hoje esse passeio pode continuar até o Pão de Açúcar, que fica a 396 metros do nível do mar.

Vieira Souto

A Avenida Vieira Souto, com o mar ao seu lado e o Morro Dois Irmãos ao fundo, apresenta-se como um belo cartão postal do Rio de Janeiro. Localizada na Zona Sul carioca, seu nome homenageia o engenheiro Luiz Rafael Vieira Souto. Através das imagens, podemos perceber o aumento populacional da região, seja pelo crescimento em altura dos prédios ou pelo surgimento e crescimento da comunidade do Vidigal, um outro ponto que recebe bastante atenção da cidade.

Ipanema

Na comparação entre as fotos, tiradas no bairro de Ipanema, pode-se perceber a Praça Ferreira Vianna dando lugar à General Osório, mas, para além do nome, outras mudanças podem ser destacadas. Construções prediais, automóveis e veículos característicos da contemporaneidade ofuscam o ar de cidade pacata expresso na foto do Rio de ontem. O trânsito mais intenso de pessoas e o uso de máscaras faciais dificultam o reconhecimento da tão aclamada Garota de Ipanema, de Tom Jobim. O Rio de hoje se expressa no movimento, na medida do possível.

Igreja Metodista Jardim Botânico

Com a chegada da família real portuguesa ao Brasil em 1808, algumas instituições foram criadas, inclusive o Jardim Botânico do Rio de Janeiro, cedendo seu nome ao bairro onde se localiza. Neste mesmo bairro, surge, um tempo depois, a Igreja Metodista. Sua estrutura foi construída em 1907 com materiais importados da Europa e ela carrega uma configuração nitidamente inspirada nos padrões europeus, exibindo certa angulação no telhado considerada ideal para evitar o acúmulo de neve. Mesmo tendo passado por diversas reformas, a Igreja Metodista permanece reconhecível em ambas as fotografias.

Avenida Nilo Peçanha - Nova Iguaçu

A Avenida Nilo Peçanha, situada em Nova Iguaçu, além de ser uma importante rua do Centro da cidade, que agrega múltiplas atividades características da região, ela também cumpre a função de ligar os bairros à via Dutra. Esta, por sua vez, é considerada importante corredor de acesso à cidade do Rio de Janeiro. Diariamente, cidadãos fluminenses transitam por essas vias, fazendo pulsar a vida urbana, revelando diferentes matizes das relações que aqui e ali se estabelecem e conferem sentido ao espaço urbano.

Nova Iguaçu

A cidade mais antiga da baixada fluminense, Nova Iguaçu, é também uma das maiores da região metropolitana do Rio de Janeiro. Seu primeiro nome - Iguassú - foi inspirado em um rio de mesmo nome, e a criação do município deu-se em 1833.
Ao comparar, podemos perceber muitas semelhanças entre a imagem mais recente e a imagem do ano de 1974, inclusive algumas lojas que ainda carregam o mesmo nome. Porém, um olhar atento é capaz de notar as diferenças naturais frente aos 46 anos que separam as duas fotografias.

Praça do Pacificador

A Praça do Pacificador, localizada no centro de Duque de Caxias, também conhecida como Praça Niemeyer, apresenta atualmente grande importância para a cidade. É lá que se encontra o Centro Cultural Oscar Niemeyer, formado por dois aparelhos culturais: a Biblioteca Pública Municipal Leonel de Moura Brizola e o Teatro Municipal Raul Cortez, cujos projetos arquitetônicos foram idealizados por Niemeyer. As inaugurações destes datam de 2004 e 2006, respectivamente, e representam um movimento de requalificação espacial empreendido por órgãos públicos locais.

Fonte: ppgantropologia
Wikipedia

Duque de Caxias - Praça do Relógio

Duque de Caxias, município localizado a 15 quilômetros da capital estadual (Rio de Janeiro), tem em seu nome uma homenagem a Luís Alves de Lima e Silva, patrono do exército brasileiro conhecido como “o pacificador”.
Em Duque de Caxias, mais precisamente, na Praça do Relógio, vemos o intenso fluxo de pessoas que traz uma saudade gostosa de sentir. Encerramos a exposição inspirados pela memória dessas imagens e pelo desejo de poder percorrer, em breve, as ruas e calçadas fluminenses.

Ficha
Técnica

Ficha
Técnica

Ficha
Técnica

Ficha
Técnica

Ficha
Técnica

Curadoria:
Juan Guillermo Guimarães Fischer.

Design:
SIOUX.

Pesquisa:
Alana Ribeiro, Juliana Villarinho.

Fotografias Acervo Light:
Luan Francisco Citele Jardim (2020 e 2021), Augusto Malta, Gerson Géa, Otacílio Monteiro, Nilton Rebello.

Museólogo:
Djadjingu Quaresma Cardoso.

Realização:
Instituto Light.

Agradecimentos:
Estela Alves, Luis Felipe Younes, Maria Cristina Grillo, Daniely Felipe, Eliane de Moraes, Paulo Knauss, Theatro Municipal do Rio de Janeiro.